Um eco da primeira edição do Regresso à Casa de Partida — 15 de Abril de 2026, Hotel Pestana Brussels

Há encontros que se justificam pelo que acontece durante. E há encontros que se justificam pelo que mostram sobre quem aparece. O Regresso à Casa de Partida — na sua primeira edição, no Hotel Pestana Brussels, com o apoio da Câmara de Comércio Belgo-Portuguesa e do Sol Ar — foi, em bom rigor, as duas coisas.

Quando as portas do Hotel Pestana Brussels se abriram no final da tarde do dia 15 de Abril, a sala já tinha pessoas. Não as que chegam cedo por hábito — as que chegam cedo porque fazem questão de estar lá desde o princípio. A distinção é subtil, mas quem organiza eventos sabe bem reconhecê-la. Há qualquer coisa de diferente no ar quando as pessoas chegam com entusiasmo genuíno, e não apenas por cortesia.

O que aconteceu a seguir fica difícil de descrever com distância, o que é provavelmente o melhor sinal de que correu bem.

Não havia ordem de trabalhos, nem palco, nem microfone, nem apresentações formais. Havia um grupo de pessoas que partilhava a mesma língua e tinha a convicção de que aquele seria o espaço certo — se lhe déssemos condições para isso. E foi.

O que une pessoas tão diferentes entre si é uma pergunta que nos tínhamos feito durante a preparação deste primeiro encontro. A resposta, naquela noite, foi mais clara do que esperávamos: Portugal — tudo o que essa palavra contém e como, de uma maneira ou de outra, ela aparece no centro das nossas histórias. Não o Portugal da nostalgia ou da saudade inevitável, muito menos o Portugal do cartão de visita — mas Portugal como ponto de partida a partir do qual tudo se torna mais fácil de dizer e de partilhar.

Havia um risco real de que estes encontros se tornassem demasiado agradáveis e insuficientemente úteis. Uma sala cheia de portugueses simpáticos que passam a noite a trocar contactos e a prometer almoços que raramente acontecem — não era isso que andávamos à procura. O Regresso à Casa de Partida nasceu de uma convicção diferente: a de que a comunidade portuguesa em Bruxelas tem projectos, tem perguntas de resposta difícil, tem sonhos, e merece um espaço à altura do que é.

O que nos disse esta primeira edição é que não estávamos errados.

O melhor sinal não foi a sala cheia. Foi perceber que as pessoas que vieram não vieram apenas para estar presentes — vieram com vontade de contribuir para algo que sentem também como seu. E isso muda tudo no modo como pensamos a série. Porque uma coisa é organizar um evento para uma comunidade. Outra coisa, bem diferente, é descobrir que essa comunidade quer co-construir o que se segue.

O Regresso à Casa de Partida começou como uma proposta da Matinés Pensantes. Depois da primeira edição, passou a ser também uma proposta da comunidade — e essa é, de longe, a melhor notícia que poderíamos ter recebido.

A segunda edição acontece a 5 de Maio. A equipa já trabalha nos bastidores, com as sugestões desta primeira noite a orientar o que vem a seguir. Os lugares são limitados — porque acreditamos que a qualidade do encontro depende da escala humana da sala.

Se esteve connosco em Abril, obrigada.

Se ainda não deu o passo, não perca tempo. Dê-nos o prazer da sua companhia.


Regresso à Casa de Partida conta com o apoio do Hotel Pestana Brussels, da Câmara de Comércio Belgo-Portuguesa e do Sol Ar.

O Regresso à Casa de Partida acontece todas as primeiras terças-feiras do mês, no Hotel Pestana Brussels. Inscrições e informações em Matinés Pensantes.

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